Cuidado na interpretação da NR-1 (parte 1)

O item 1.5.4.4.6 da NR-1 ainda vai dar muito o que falar!

Ele diz: "A avaliação de riscos deve constituir um processo contínuo (grifei) e ser revista a cada dois anos ou quando da ocorrência das seguintes situações: (...) 

O fato é que muitos prevencionista e empresários estão parando de ler no meio da frase! "dois anos", e apenas passam os olhos pelo "processo contínuo", não obstante, vejam o que vem depois...

Quais as situações em que não se aplicam os dois anos e a avaliação de riscos deve ocorrer imediatamente?
(Copiando e colando da norma):
a) após implementação das medidas de prevenção, para avaliação de riscos residuais;
b) após inovações e modificações nas tecnologias, ambientes, processos, condições, procedimentos e organização do trabalho que impliquem em novos riscos ou modifiquem os riscos existentes;
c) quando identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias das medidas de prevenção;
d) na ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho;
e) quando houver mudança nos requisitos legais aplicáveis.

Então, qual a possibilidade de não ocorrer alguns desses 5 itens num período de dois anos? Raro, raro...
Onde quero chegar... é gestão é contínua e com periodicidade menor inclusive que o 1 ano do PPRA!

Abaixo a descrição completa da norma:
1.5.4.4.6 A avaliação de riscos deve constituir um processo contínuo e ser revista a cada dois anos ou quando da ocorrência das seguintes situações: a) após implementação das medidas de prevenção, para avaliação de riscos residuais; b) após inovações e modificações nas tecnologias, ambientes, processos, condições, procedimentos e organização do trabalho que impliquem em novos riscos ou modifiquem os riscos existentes; c) quando identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias das medidas de prevenção; d) na ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho; e) quando houver mudança nos requisitos legais aplicáveis. 

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay